Thursday, April 28, 2005

Miscellaneous Day

27/04/2005

Durante todo o dia, o Marco esteve na regiao de Toscana para um curso de iniciacao em salames (acho que para melhorar o desempenho no manuseio ou coisa parecida...) e visitacao da fabrica dos produtos a serem exportados para o Brasil. Pelo que ele me contou, provou varios vinhos na regiao de Valpolicela, com diversas gradacoes alcoolicas, diante de experts no assunto que, a cada bicchiere que ele provava, ficavam quietos e ansiosos pela avaliacao do Marco que, segundo pensavam, e tambem um expert. Apos ouvirem o solene "Bonissimo!" proferido pelo Big Bimba, ficavam mais calmos e felizes por terem agradado o grande mestre enologo!!
Quanto a mim, fui pesquisar preco de maquinas fotograficas, reconhecer mais um pouco a area e comprar os ingressos para o show do Testament! Alias, nao acreditei quando os tive em maos, pois espero desde os 13 anos para ver um show destes expoentes do Trash Metal oitentista de Bay Area!!
Neste passeio conheci algumas lojas diferentes e me deparei com inumeros monumentos historicos, alem de ter conhecido um pouco mais a cidade, parando apenas para tomar um capuccho com brioche e para adquirir um livro de Direito Italiano do Trabalho para me interar sobre o assunto.
Importante mencionar que, proximo a Piazza del Duomo, conheci um Africano, natural do Senegal, o que me lembrou a musica Mamma Africa, de Chico Cesar, quando ele diz "Deve ser legal ser negao no Senegal"! Seu nome e Musa, que, segundo ele, significa respeito. Musa presenteou-me com um mini elefante, simbolo africano de prosperidade e boa sorte. Foi engracado conversar com ele, pois a lingua oficial no Senegal e frances, mas eu tentava falar italiano/ingles/espanhol com ele, e ele tentava falar ingles/italiano comigo! Barbaro!!
Durante a tarde, encontrei uma brasileira de Goiania, Thais, perdida aqui no Ostello, que havia sido deportada de Londres. Ela foi sem visto, com a cara e a coragem e veio para aqui em Milao so com a roupa do corpo! Fui com ela ate um cyber cafe para ela se acalmar e conseguir contato com a familia, comprei-lhe uma agua e emprestei uma camiseta minha. Despois de um macarrao feito aqui mesmo no Ostello, ela foi dormir, parece-me, mais relaxada.
A noite, o Marco chegou contando as novidades sobre o passeio a Toscana e fomos para a cozinha fazer nossa janta. Este final de noite foi uma loucura idiomatica, pois antes do Marco chegar eu estava na sala de televisao conversando em italiano com Frederico, proveniente de Siena; enquanto preparava o jantar, conversava em ingles com Ihor, um Polandes meio estranho, mas de bom coracao, que me ensinava a pronuncia de algumas letras em polones, como, por exemplo, a diferenca entre "s", duplo "s" e "s" com acento agudo; finalmente, enquanto servia o jantar, apareceram duas argentinas, Lorena e Nadia, e passei a falar espanhol. Conversamos sobre politica (Menen, Duhalde, Cavallo, Kichner etc) e musica argentinas (Soledad, La Renga, Los Piollos etc). Havia momentos em que eu misturava tudo, mas foi enriquecedor.

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