Thursday, July 07, 2005

Chuck Berry

06/07/2005

Jamais pensei que assistiria a um dos criadores do rock n' roll, pois este tipo de espetaculo dificilmente é promovido no Brasil e, quando ocorre, custa os olhos da cara.
Se hoje existe ramificaçoes mil do rock n' roll, bem como subramificaçoes destas, devemos reverenciar os criadores de tudo isso. Leve-se em conta que o rock veio do rhythm & blues, que por sua vez veio do blues, que veio do soul, que veio do jazz and so on and so forth... De uma forma ou de outra, todos os estilos musicais tem uma ligaçao e, se hoje temos Slayer, Morbis Angel, Judas Priest e tantas outras bandas pesadissimas, devemos isso à influencia que eles tiveram de Chuck Berry e de outros criadores do rock. Nao é exagero pensar assim.
Pois bem... neste dia fui trabalhar e à 20:30 horas peguei minha bicicleta e dirigi-me ao Teatro Smeraldo, aqui em Milao.
Chegando la acorrentei minha bicicleta num poste e entrei na casa de shows, que é bem menor do que eu esperava e nao estava lotada. Ja havia começado o show da banda de abertura, que é americana e se chama Frame of Mind. Os caras sao muito bons, a acustica do lugar ajudou e o som estava impecavel. A voz e a parte instrumental lembra muito, mas muito mesmo a banda Live.
Apos cerca de 20 minutos do final do show do Frame of Mind, entra no palco a lenda viva do rock n' roll, criador do famosissimo hit Jhonny B. Good: Chuck Berry!!
Tudo bem que, pela idade avançada, ele nao é mais um grande virtuoso na guitarra e sua voz nao é tao poderosa quanto no passado. Mas sua performance de palco e a energia que coloca nas
interpretaçoes sao incriveis para quem tem 79 anos de idade!
Chuck estava acompanhado por James Marsala (baixo), Mike Smith (bateria), Brendan Gore (piano) e por seu filho Charles Berry (guitarra).
O show todo parecia um grande ensaio, muito animado, no qual nao faltaram improvisos por parte de todos os musicos, sempre instigados por Chuck.
Entraram tocando Roll Over Beethoven e executaram varias cançoes classicas e esperadas pelo publico, tais como Up in the Morning, Sweet Sixteen, Going Down to Louisiana (filha gaita), You Never Can Tell, Espanhol (Paulo Diniz - Pingos de Amor), Maybelline, Wee Wee Hours, Everyday I Had The Blues e Trying to Forget You.
Em um dado momento, durante o blues Going Down to Louisiana, Chuck convida ao palco sua filha Ingrid Berry que canta e toca gaita. Melhor que um belo solo de piano em um blues, so mesmo um solo de gaita. Ingrid Berry parecia estar com a pomba-gira tocando aquela gaita e tem uma incrivel voz! Esta no sangue! Excepcional!
Um momento engraçado foi quando Chuck se pos a cantar uma musica em espanhol, com um ritmo breguissimo, que muito me lembrou a cançao Pingos de Amor, do Paulo Diniz.
Mas foi em Jhonny B. Good que a galera foi ao delirio! Estava ali, diante de Chuck Berry, vendo e ouvindo um dos hits rock mais conhecidos no mundo todo, diretamente de seu criador. Fantastico!
Durante a ultima musica, Chuck pediu que quatro garotas subissem ao palco para danòar ao seu lado esquerdo, e outras quatro, ao seu lado direito. Durante a cançao, tres rapazes homossexuais subiram ao palco e dançavam junto às garotas e mandavam beijos a Chuck, quando este mandou parar todos os instrumentos e so continuou a musica quando o palco estava livre de homens. Meio machista, mas foi engraçado.
Para variar, minha maquina estava sem pilha e so consegui fazer uma foto tosca na entrada do teatro, diante de um cartaz do show!
O espetaculo foi curto, com duraçao de cerca de 1 hora, mas inesquecivel!
Apos o show, la pelas 23:30 horas, voltei para a sorveteria e, com isso, ganhei uma graninha extra e fiz a moral com todos.
Agora estou ansioso pelo proximo show, que sera no proximo dia 08, em Treviso, da lenda maior do blues: B.B. King!



garotos no palco
show curto, mas bom

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