Saturday, July 16, 2005

Trabalho 4

15 a 17/07/2005

Estes ultimos dias foram atipicos na Gelacreperia, pois um outro brasileiro que trabalha na filial ha dois anos esteve la para nos auxiliar, mas estava agindo como administrador, chefe, coordenador e proprietario do estabelecimento. O pior é que o Valentino da a maior moral para ele e cre que ele é perfeito, que ele nao erra.
Assim, o brasileiro em questao, de nome Ricardo, costuma dirigir-se aos outros com um ar de autoridade, de forma arrogante, o que gera uma certa repulsa em seus hipoteticos subordinados. Nao é dificil concluir que, quando ele esta presente, o clima fica pesado e ninguem trabalha feliz. Diferente de quando estamos somente eu, o Daniele (italiano, atendente), Virginia (italiana, atendente), Aurora (italiana, garçonete), Woyta (Checo, atendente), Mariana (Romena, garçonete) e Valentino (chefe), que cantamos, brincamos com os clientes e até ensaiamos alguns passos quando toca algumas cançoes especificas na Radio Sport Network.
O problema se agravou quando ele começou, diante de lavagem cerebral junto ao Valentino, a semear a discordia entre os empregados e a fazer injustiça mediante imparcialidade no tratamento entre os empregados. A questao nunca me atingiu diretamente, porque eu nao permito e exijo argumentaçao para tanto.
Alias, este é um problema meu que tambem julgo uma qualidade. Nao sou falso e, se nao gosto do meu superior, nao dou nem bom dia. Faço meu trabalho e tchau. Quem conviveu comigo nos tempos da IOB sabe como posso ser "do mal" quando nao gosto do meu chefe! hehe
No sabado, apos o termino da jornada, Aurora, que tem sido alvo principal do Ricardo, e mim, fomos conversar sobre estas coisas do trabalho, falar mal, xingar um pouco e desabafar na Colonne, uma praça do underground Milanes, aonde fica a galera que nao tem grana para a balada. Nesta praça encontramos varios malucos e fui comprimentado por alguns metaleiros pelo simples fato de estar com minha camiseta da banda Death. Long Live Chuck Schuldiner!
La pelas 04:30 horas fomos embora e decidi que deveria conversar com o Ricardo.
Dito e feito, no dia seguinte conversei por cerca de uma hora e meia com ele e disse tudo o que deveria ser dito por todos, com aquele jeitinho bimbastico, de modo que agora o rapaz esta um doce e as duas ultimas noites na Gelacreperia foram excelentes. Ele até deixou um pouco o trabalho de administrador de lado e se meteu a nos ajudar colocando a mao na massa!
E mais: chegou até a me convidar para ir a Venezia neste final de semana com sua esposa e sua mae. O rapaz gamou no meu discurso!

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