Mamma Power Beth
Esta ultima semana foi bem agitada e com alguns acontecimentos bizarros!
Primeiro tivemos, na sexta-feira (18.11) o aniversario do Netao, meu irmao e companheiro de viola, membro originario de nossa banda que ainda nao tem nome. Combinamos todos de fazer um esquenta em casa antes de irmos para a balada. O Neni apareceu no horario marcado com sua irma. Os demais, todos atrasaram tanto que preferimos nos encontrar direto em Naviglio Grande para nao chegarmos tarde demais na baladinha. Aconteceu que o esquenta acabou sendo feito na ponte de encontro do Naviglio Grande com a Darsena, perto da Gelacreperia. De là, fomos a pé até o Tropicana Club Latino, aonde jà haviamos reservado mesas para festejar o aniversario do Netao. O lugar bem legal, animado, com boa musica e, claro, nossa galerinha sempre 100% destruiçao! O unico ponto negativo é que eles fecham cedo, por volta das 02:30 horas. Mas o importante é que curtimos bastante e o Netao ficou muito contente com sua festinha!
No dia seguinte, o Big Bimba chegou aqui em Milao para passar o final de semana comigo e aproveitar para fazer uma surpresa para a Power Mamma Beth, pois domingo era seu aniversario e ligariamos para ela! Assim que ele chegou, eu estava em casa corrigindo meu curriculum com a ajuda da Elena, mas logo ela foi embora, no que fizemos um belo rango e colocamos a conversa em dia. Durante a noite eu trabalhei e o Marco fez um giro por Milao, para matar a saudade dos velhos tempos.
Nesta noite ocorreu algo inusitado com uns clientes japoneses. Eles nao sabiam falar italiano e queriam pedir um sorvete que se chama "variegato amarena", mas falavam somente "variegato" com acento circunflexo no "o". Nisso, eu, o Ricardo e o Daniele pensavamos que ele estava nos saudando e respondiamos, os tres, curvando o corpo, dizendo "arigato"!! Quando ele estava ja bastante nervoso e praticamente enfiou o dedo no sorvete para mostrar o que queria, entendemos o que estava acontecendo e rimos a noite toda disso!
Domingo, 20.11, o Big e mim fomos passear um pouco pela Piazza Duomo e aproveitamos para ligar para o Brasil e fazer a surpresa de aniversario para a Mamma! Consegui falar com meu pai, unico com o qual nao havia conseguido da ultima vez que liguei, e depois falei com a Mamma Beth Power. Passei o telefone para o Marco e esgotamos a 01:30 horas do cartao telefonico! Apesar de sempre trocar e-mails com minha familia e, com aior frequencia com minha mae, nada se compara escutar, falar e perceber que todos estao bem pelo tom de voz, pelo sorriso, pela emoçao das historias etc. Na Piazza, encontramos o Rubinho que estava euforico porque iria assistir à partida do Timao nessa noite. Ainda, encontramos por acaso um amigo do Marco que ele estava ha dois dias tentando encontrar e nao conseguia: Enio Garcia. Falamos pouco, pois o Big devia retornar para Thiene e ja era quase a hora de pegar o ultimo trem. Depois que o Big partiu, fui para a casa do Rubinho assistir com ele e com uma galera ao jogo do Timao. Fui trabalhar antes do final da partida nem sei qual foi o resultado...
Por fim, na segunda-feira, meu dia de repouso, fui com a Elena num café em Brera, um bairro famoso aqui em Milao por suas casas, cafés e restaurantes. Em dado momento da noite, quando me levanto para ir ao banheiro, entra no recinto um artista portando um poodle nos braços e um quadro com o desenho de um senhor babudo, com chagas em cada uma das maos, mas pintado como um palhaço, todo de amarelo e vermelho. Este artista me pergunta se eu conheço a imagem do quadro, no que eu respondo "Claro, é o Ronald McDonalds!" e vou pro banheiro sem ouvir a resposta, mas apenas alguns resmungos. Quando volto, ele ainda estava falando com a Elena e inconformado por eu ter falado assim do Padre Pio, que me parece ser um famoso padre no sul da Italia, ja morto, e cujo processo de beatificaçao esta sob analise. Para mim nao foi algo tao engraçado assim, mas ela riu a noite toda da situaçao e disse que se eu contasse essa historia para qualquer italiano o efeito seria o mesmo. Nao que eu seja um pecador, mas ele estava pintado igualzinho ao Ronald McDonald! Mas depois de tudo esclarecido, fiz até uns carinhos no poodle, de nome Olympia, e deixei ele expor um pouco o quadro na nossa mesa, iluminado pela vela de centro. Ele estava um pouco bebado, a ponto de insistir que a Elena era estrangeira, por seu acento, sua pronuncia. Detalhe que ela nasceu e sempre morou em Milao. Mas no final ele ficou feliz e foi embora com o Ronald e com a Olympia.
