Venezia
Acordamos por volta das 07:00 horas, tomamos um reforçado café-da-manhã e pegamos o trem para Venezia. Chegamos na Stazione Venezia Santa Lucia por volta das 11:00 horas. Deste momento até as 19:00 horas caminhamos sem parar um minuto sequer. Rodamos por praticamente toda Venezia, faltando somente a pequena ilha localizada ao sul da cidade, porque não tínhamos como (R$) atravessar o Canale Della Giudecca.
A cidade realmente é belíssima, a arquitetura esplendorosa e, principalmente à noite, tem um encanto diferente, único. Mas não senti aquela atmosfera romântica que tanto falam de Venezia... Mas não pelo fato de estar desacompanhado e nem se alegue que meu coração está frio porque estou numa fase muito boa em relação a este busílis. All the way, Venezia é fantástica e até mesmo misteriosa, com suas incontáveis vielas, infinitos becos e ruelas que fazem da cidade um verdadeiro labirinto. Falando nisso, como decidimos ir para Venezia de última hora, não havíamos qualquer guia turístico ou mapa, o que nos fez rodar e rodar por horas perdidos pela cidade. O melhor disso tudo foi que, em dado momento, notamos que várias pessoas também estavam perdidas e fizemos finta que nós sabíamos perfeitamente por onde andávamos e todas essas pessoas, por um bom tempo, seguiram-nos! Excelente!
Um detalhe previsível mas curioso da cidade é a ausência de automóveis. Não se escuta um só ruído de motor de carro, caminhão, moto, barulho de bicicleta ou qualquer outro meio terrestre de locomoção, principalmente quando cai a noite e as ruas de Venezia se tornam mais vazias.
Assim, sempre caminhando, conhecemos os principais pontos turísticos e peculiaridades de Venezia (Piazza San Marco, as Gondolas, Ponte di Rialto, Santa Maria Della Salute, Palazzo Sagredo, Madonna Dell'Orto, Santa Maria Gloriosa Dei Frari, Palazzo Ducale etc), mas não chegamos a entrar em nenhum museu ou igreja, pois a ausência de guia nos faria gastar dinheiro à toa, uma vez que estaríamos ignorantes em relação àquilo que visitaríamos. Decidimos, portanto, primeiro estudarmos melhor sobre a história da cidade e, numa próxima vez, visitarmos todos os museus, catedrais e postos turísticos.
Por volta das 19:00 horas resolvemos finalmente sentar e comer alguma coisa no Burger King, recebendo o pior atendimento do mundo, com somente um pamonha para atender e um gerente cuja presença e atuação assemelhavam-se simultaneamente à de um cego em tiroteio,uma minhoca no sol, uma lesma repleta de sal, uma tartaruga sem pernas e um bicho-preguiça embriagado. Mas comemos mesmo assim, fizemos mais um pequeno giro noturno por Venezia e pegamos o trem das 20:30 horas e voltamos cansadíssimos à Thiene. Tão cansados que se o Marco não acordasse e me chamasse exatamente no momento em que o trem parou na Stazione Vicenza, seguramente teríamos parado em Schio e teríamos que voltar todo o percurso, se houvesse trem, o que seria muito difícil às 22:30 horas.
