Tuesday, November 22, 2005

Mamma Power Beth

18 a 23/11/2005

Esta ultima semana foi bem agitada e com alguns acontecimentos bizarros!
Primeiro tivemos, na sexta-feira (18.11) o aniversario do Netao, meu irmao e companheiro de viola, membro originario de nossa banda que ainda nao tem nome. Combinamos todos de fazer um esquenta em casa antes de irmos para a balada. O Neni apareceu no horario marcado com sua irma. Os demais, todos atrasaram tanto que preferimos nos encontrar direto em Naviglio Grande para nao chegarmos tarde demais na baladinha. Aconteceu que o esquenta acabou sendo feito na ponte de encontro do Naviglio Grande com a Darsena, perto da Gelacreperia. De là, fomos a pé até o Tropicana Club Latino, aonde jà haviamos reservado mesas para festejar o aniversario do Netao. O lugar bem legal, animado, com boa musica e, claro, nossa galerinha sempre 100% destruiçao! O unico ponto negativo é que eles fecham cedo, por volta das 02:30 horas. Mas o importante é que curtimos bastante e o Netao ficou muito contente com sua festinha!
No dia seguinte, o Big Bimba chegou aqui em Milao para passar o final de semana comigo e aproveitar para fazer uma surpresa para a Power Mamma Beth, pois domingo era seu aniversario e ligariamos para ela! Assim que ele chegou, eu estava em casa corrigindo meu curriculum com a ajuda da Elena, mas logo ela foi embora, no que fizemos um belo rango e colocamos a conversa em dia. Durante a noite eu trabalhei e o Marco fez um giro por Milao, para matar a saudade dos velhos tempos.
Nesta noite ocorreu algo inusitado com uns clientes japoneses. Eles nao sabiam falar italiano e queriam pedir um sorvete que se chama "variegato amarena", mas falavam somente "variegato" com acento circunflexo no "o". Nisso, eu, o Ricardo e o Daniele pensavamos que ele estava nos saudando e respondiamos, os tres, curvando o corpo, dizendo "arigato"!! Quando ele estava ja bastante nervoso e praticamente enfiou o dedo no sorvete para mostrar o que queria, entendemos o que estava acontecendo e rimos a noite toda disso!
Domingo, 20.11, o Big e mim fomos passear um pouco pela Piazza Duomo e aproveitamos para ligar para o Brasil e fazer a surpresa de aniversario para a Mamma! Consegui falar com meu pai, unico com o qual nao havia conseguido da ultima vez que liguei, e depois falei com a Mamma Beth Power. Passei o telefone para o Marco e esgotamos a 01:30 horas do cartao telefonico! Apesar de sempre trocar e-mails com minha familia e, com aior frequencia com minha mae, nada se compara escutar, falar e perceber que todos estao bem pelo tom de voz, pelo sorriso, pela emoçao das historias etc. Na Piazza, encontramos o Rubinho que estava euforico porque iria assistir à partida do Timao nessa noite. Ainda, encontramos por acaso um amigo do Marco que ele estava ha dois dias tentando encontrar e nao conseguia: Enio Garcia. Falamos pouco, pois o Big devia retornar para Thiene e ja era quase a hora de pegar o ultimo trem. Depois que o Big partiu, fui para a casa do Rubinho assistir com ele e com uma galera ao jogo do Timao. Fui trabalhar antes do final da partida nem sei qual foi o resultado...
Por fim, na segunda-feira, meu dia de repouso, fui com a Elena num café em Brera, um bairro famoso aqui em Milao por suas casas, cafés e restaurantes. Em dado momento da noite, quando me levanto para ir ao banheiro, entra no recinto um artista portando um poodle nos braços e um quadro com o desenho de um senhor babudo, com chagas em cada uma das maos, mas pintado como um palhaço, todo de amarelo e vermelho. Este artista me pergunta se eu conheço a imagem do quadro, no que eu respondo "Claro, é o Ronald McDonalds!" e vou pro banheiro sem ouvir a resposta, mas apenas alguns resmungos. Quando volto, ele ainda estava falando com a Elena e inconformado por eu ter falado assim do Padre Pio, que me parece ser um famoso padre no sul da Italia, ja morto, e cujo processo de beatificaçao esta sob analise. Para mim nao foi algo tao engraçado assim, mas ela riu a noite toda da situaçao e disse que se eu contasse essa historia para qualquer italiano o efeito seria o mesmo. Nao que eu seja um pecador, mas ele estava pintado igualzinho ao Ronald McDonald! Mas depois de tudo esclarecido, fiz até uns carinhos no poodle, de nome Olympia, e deixei ele expor um pouco o quadro na nossa mesa, iluminado pela vela de centro. Ele estava um pouco bebado, a ponto de insistir que a Elena era estrangeira, por seu acento, sua pronuncia. Detalhe que ela nasceu e sempre morou em Milao. Mas no final ele ficou feliz e foi embora com o Ronald e com a Olympia.

Friday, November 18, 2005

La Tigre e La Neve

17/11/2005

Como tem sido praxe às quintas-feiras, ha algum tempo, trabalhei durante a tarde e tive a noite livre. Fazia bastante frio e ninguém queria sair de casa. No entnto, eu estava na pilha de ir ao cinema, pois a primeira e ultima vez que havi estado num cinema aqui na Italia foi em maio, com o Big Bimba.
Assim, chamei o Neto, que nao tinha como vir, pois mora longe e estava sem carro; chamei o Rubinho, mas estava cansadinho, com friozinho, e nao queria sair de casa; chamei a Flora, a Julia e o Jampa, mas nada! Convidei a Elena, mas ela queria dormir cedo e reservar as energias para o dia seguinte, aniversario do Neto na balada Tropicana Club Latino. Va bene..... fui sozinho assistir ao novo filme de Roberto Benigni, La Tigre e La Neve.
A sessao começava às 22:30 horas e, como havia trabalhado até as 20:00 horas, passei em casa, tomei um banho, comi alguma coisa e fui para o cinema Orfeu, perto de casa.
Rola aqui na Italia uma discussao entre os criticos de cinema acerca da real importancia do Benigni no cinema italiano e da possivel supervalorizaçao de suas obras pelo fato de ele ser visto como um icone do cinema nacional. Em outras palavras, a questao discutida é: Serà que a percepçao das pessoas e dos criticos em relaçao a um novo filme do Benigni é atualmente deturpada por e influenciada pelo fato dele ser um expoente do cinema italiano e, portanto, acab por ser uma afronta aos costumes e ao bom senso comum falar mal de um filme produzido, dirigido e estrelado por ele?
E como nao poder falar mal de Caetano Veloso ou de Elis Regina pelo que eles representam à sociedade cultural brasileira.
Comunque sia, eu gostei bastante do filme, sempre no estilo Benigni de ser, que nos faz rir, chorar e impressionar ao mesmo tempo. Ao menos eu passei por todos estes estagios durante filme e, justamente no momento de mais lagrimas, o filme acaba e tenho que sair com aquela cara amassada que fazia cair por terra minha pose de malvado, com calça jeans, jaquetade couro, gorro e uma malha metaleira de moletom do Nevermore...
Findo o filme, senti-me inspirado a escrever qualquer coisa e, como nao queria atrapalhar o Henrique que nesta noite estava em casa, acompanhado, e tudo e tal..., fui até o Parco Solari, perto de casa, sentei-me em um banco e là fiquei até cerca de 01:00 hora, escrevendo e viajando.
Voltei para casa e somente no caminho me dei conta do frio que fazia que, segundo e-mail enviado pela Mamma Beth Power, era de 2º Celsius! Ow looooco!!
Bem... de resto to sussa....

Tuesday, November 08, 2005

Niver Big Bimba

04/11/2005

Depois de trabalhar a tarde toda na Gelacreperia, corri para a Stazione Centrale e peguei o ultimo trem para Vicenza, aonde o Big Bimba ja estaria me esperando para irmos comemorar seu aniversario numa festa country organizada por seu amigo, DJ Nike.
Segui todo o percurso lendo a autobiografia de Louis Armstrong e aproveitando para cochilar um pouco, ja que o percurso dura 02:30/03:00 horas.
Chegando la, o Big ja me esperava com uma bela jaqueta de couro, seus longos cabelos (sim, agora ele esta deixando crescer de vez! Barbaro!) e seu sempre receptivo sorriso! Entramos no novo carro que ele arrumou aqui na Italia e, conversando duranto todo o trajeto, chegamos na festa country.
A festa foi num clube e quem nao é socio deveria pagar 11 euros so para entrar. Meu irmao é socio, mas eu consegui entrar sem pagar usando a carteirinha do DJ Nike. Entramos com uma garrafa de vinho escondida na jaqueta do Big e eu portava alguns copos descartaveis no bolso. Assim, nao gastamos nem mesmo com bebida!
Como sempre, a festa esaa super animada com muita gente dançando, fazendo aqueles passinhos country e tudo o mais. Reencontrei varios amigos do Big que havia conhecido da primeira vez que estive numa festa country em Vicenza. O pessoal é muito legal, animado, em especial o DJ Nike e o Eros.
Num certo momento da festa, como um ritual tradicional country, os amigos carregam o aniversariante, tiram suas cintas de couro e chicoteiam-no. De brincadeira, claro... Fizeram isso com o Big e eu aproveitei para tirar umas fotos!
Com as mulheres é um pouco diferente: a moça se senta numa cadeira no centro do salao e todos os convidados fazem uma fila para parabeniza-la, um a um. Obviamente eu e o Big entramos na fila, sem ao menos conhecer a mocinha.
Mais tarde, enquanto conversavamos com duas amigas do Big, irmas gemeas, formou-se uma imensa roda em todo o salao para iniciar uma dança country na qual a cada sequencia de passos, bate-se palma e muda-se de parceira. Imediatamente uma das gemeas me tomou pelas maos, enquanto a outra pegou o Big para dançar. Sem saber ao menos um passo country comecei a bailar, bater palma e sei la mais o que! A cada dez segundos tinha uma mulher diferente na minha frente a algumas nem me olhavam na cara, provavelmente porque seu namorado tambem estava na roda. Isso durou uns 3 minutos e, quando estava começando a pegar o jeito, acabou a musica e a roda se desfez. Mas foi um momento barbaro!
Como o Marco é amigo do DJ, tocou até Edson e Hudson a festa! Salvo engano, a musica que tocava no momento da grande roda de pogada country era desta dupla...
Bebemos o vinho todo, brindamos, fizemos algumas fotos (ver o link à direita "Bimbando nas Fotos", album "Eventos"), conversamos e fomos embora la pelas 02:00 horas. Aqui as baladas acabam cedo mesmo...
Mas foi diferente e divertido, ainda mais por estar com meu irmao em seu aniversario e ver que ele se arranjou bem em Thiene, com uma casinha legal, um carrinho, um trampo e amigos, por mais que a cidade seja bem mais parada e sem baladas que Milao.
Tanti auguri, Big Bimba!!

Sunday, November 06, 2005

Fiesta Des Suds 2005

31/10/2005

Ha tempos eu havia programado esta viagem e mandei o convite para toda minha lista de e-mails européia, mas, mesmo assim, acabei indo sozinho. A Julia, irmao do Rubinho estava até o ultimo minuto decidida a ir, mas em cima da hora ficou com medo, MEDO!
Cheguei no Dock Des Suds, Marseille (França) por volta das 16:00 horas, mas a bilheteria so abriria às 19:30 horas. Sim, sim! Fui sem saber se haviam ainda ingressos à venda! Corri o risco, mas me dei bem! Passeei por Marseille até 19:30 horas e fui para o Dock. Comprei o bilhete, entrei, fiz o reconhecimento de area e procurei saber os detalhes da programaçao da Festa, disposiçao das tendas, horario dos shows etc.
O primeiro show no palco principal (Salle Concert) foi do grupo CAPOEIR'HIP HOP. Um espetaculo de cerca de uma hora, excelente, no qual o grupo Capoeria Brasil fez uma apresentaçao junto com um grupo de dança de rua. Muito bem montado o show e nem um pouco cansativo! Findo o show do Capoeir'Hip Hop, dirigi-me à tenda Etoule Rouge Chapiteau para curtir um sonzinho eletronico, beber alguma coisa e dançar um pouquinho. Mas fiquei pouco tempo, pois o proximo show na arena principal seria dali a 20 minutos.
No horario marcado, retornei à Salle Concert para curtir o concerto do MARCELO D2. Sensacional! Eu jamais tinha ido a um concerto do Marcelo D2 e menos ainda do Planet Hemp e devo dizer que fiquei surpreso com a energia e com a sonoridade ao vivo de se misturar hip hop com samba! Realmente algo que somente um brasileiro conseguiria fazer e é incrivel como a francesada gosta deste tipo de som! No set list, praticamente todas as musicas do CD Acustico MTV, começando com "Vai Vendo" e terminando com "Qual é?", exceto pela cançao "Mantendo Respeito" à qual foi substituida pelas barbaras "Queimando Tudo" e "Nega do Cabelo Duro". Em dado momento do show ocorreu qualquer problema com o contra-baixo e, neste interregno, D2 desceu no meio da galera e ficou cantando qualquer coisa e improvisando com o Renato Venon, que participou da cançao "Contexto CB". Marcelo D2 nao falava frances, mas um tradutor fez sua comunicaçao com o publico e tudo saiu perfeito.
No intervalo entre o D2 e o Lenine, fui até a arena Chapiteau Concert ver o que ocorria por la e me deparo com uma excelente banda francesa que mistura hip hop com reggae, rock, jazz e tudo o mais, soando algo como um O Rappa frances! Muito legal! Trata-se do HAKIN ET MOUSS. Mas fiquei pouco tempo, pois queria assistir ao Lenine da linha de frente e desde o inicio do espetaculo. Finalmente, a ultima atraòao da noite: LENINE. A tradicional introduçao de "O Marco Marciano" veio seguida de "Ninguém Faz Idéia" e, na sequencia, "Candeeiro Encantado", "Que Baque é Esse?" e "Relampiano". Durante "Relampiano", repentinamente, o som de todos os instrumentos some e começa um corre-corre de roadies para tentar solver o problema. Até Lenine entra no esquema e, apos trocado alguns cabo, o show recomeça. Parece-me que a chuva havia danificado alguns cabos de energia. Voltou com "Alzira e a Torre", "Lavadeira do Rio", "TubiTupy", "No Pano da Jangada", "Caribantu", "A Balada do Cachorro Louco", "A Rede", "Virou Areia", "Brasil" (uma cançao em homenagem à 2005, o ano do Brasil na França), "Todas Elas Juntas Num So Ser" e "Do It". No Bis, retornaram para uma unica cançao, mas imprescindivel num show do Lenine: a magnifica "Jack Sou Brasileiro". Execelente espetaculo numa mostra incomparavel de profissionalismo, talento e amor à musica.
Depois do show, fui para a tenda Magic Mirrors, aonde rolava a baladinha mais agitada Em todas as tendas rolava baladinha até as 04:00 horas, mas la era mais ventilado e agitado. O problema é se divertir sozinho e sem poder conversar com ninguem. Soluçao: beber! Mas nem isso adiantou, pois a bebida era cara e as doses de caipinha, vodka e qualquer outra coisa eram minimas, vinham naquela copinho de licor. Lixo!! Paga-se 6 euros para dar dois goles numa caipirinha mal-feita!
Bem... o fato é que consegui curtir a baladinha, dar mais uma volta pelo espaço da festa, comer um crepe frances (honestamente, prefiro aqueles que faço na Gelacreperia) e ficar por la até umas 03:30 horas, quando fui embora, a pé, até a estaçao Saint Charles.
Voltei dormindo no trem até Nice Ville, dormi mais um pouco até Ventimiglia e, depois, dormi mais um pouco até Milao. Trabalhei à noite e, somente entao, consegui descansar bem. Foi cansativo, mas valeu muito a pena e nao me cansarei de fazer este tipo de viagem e assistir a estes belos concerto, mesmo que sozinho!

Nice Ville, Marseille e Ventimiglia

31/10 e 01/11/2005

Segunda-feira, ultimo dia de outubro e ultimo dia da Fiesta Des Suds que ocorre todo ano em Marseille, França. Acordei cedo e às 07:00 horas ja estava na Stazione Centrale para pegar o trem que me levaria até Nice Ville (França). Como voltaria no dia seguinte para Milao e no iria dormir, levei somente a roupa do corpo, um agasalho extra, uma garrafa d'agua, alguns livros e a maquina fotografica.
Cheguei em Nice Ville e começou o momento magico de tentar falar frances. Desastre total! Eu sempre começava dizendo que sou brasileiro, nao falo bem frances e perguntava se a pessoa sabia falar portugues, italiano, espanhol ou ingles. Quase sempre a resposta foi negativa para todos os idiomas! Mesmo assim consegui comprar o bilhete para ir de Nice Ville até Marseille. tendo ainda cerca de 40 minutos até o proximo trem, fiz um pequeno giro por Nice, mas somente proximo à estaçao ferroviaria, parando para comer alguma coisa em uma padaria.
Cheguei em Marseille, na estaçao Saint Charles, por volta das 15:00 horas e peguei o metro até a estaçao National, a mais proxima ao Dock Des Suds, aonde ocorria a Fiesta.
Chegando no Dock, o segurança me disse que a bilheteria e os portoes somente seriam abertos às 19:30 horas. Assim, fiz um belo giro por Marseille e, sinceramente, nao achei nada demais. nao me pareceu uma cidade europeia e me lembrou muito Santos, mas nao na parte proxima ao mar, mais pro interior da cidade. Comi um Doner Kebap num pao de 30 cm recheado de batatas fritas que me encheu a barriga até a noite!
As 19:00 horas ja estava em um cafe em frente ao Dock Des Suds esperando os portoes serem abertos e escutando a passagem de som do Marcelo D2.
Sobre a Fiesta Des Suds, ver o proximo capitulo do Bimbando na Europa!
Findo o evento, por volta das 04:00 horas, sai de role por Marseille em direçao à estaçao Saint Charles, pois nao estava com paciencia para esperar até as 06:00 horas a abertura da estaçao de metro. No caminho encontrei um Arco do Triunfo, umas pracinhas interessantes e troquei uns 20 minutos de idéia com um senhor que me pediu um cigarro, mas como eu nao fumo, ficamos batendo um papo estranho, poliglotesco, mas proveitoso. A estaçao era mais proxima do que eu pensava e às 05:00 horas ja estava la.
Como minha passagem de volta estava marcada para as 11:30 horas, tive que pegar um trem até Nice Ville, de Nice até Ventimiglia e, finalmente, até Milano. Mas valeu a pena, pois o trem de Nice Ville até Ventimiglia tinha bancos grandes e vim dormindo gostoooouso, sendo acordado pelo tiozinho que limpava o trem ja no destino final.
Tive que esperar por cerca de uma hora e meia o proximo trem para Milano, mas valeu a pena, pois dei uma volta por Ventimiglia, que é uma pequena e charmosa cidade, que fica na divisa da França com a Italia, com uma bela praia e um acolhedor calçadao. Fiz algumas fotos barbaras, comi um briosche com capuccino e voltei para Milao.

Tuesday, November 01, 2005

Samba Brasil

29/10/2005

Trabalhava tranquilamente na sorveteria nesta fria noite de sabado quando entram no recinto Neni, Bruno Primo, Lucas, Victor, Nilcéia, Ju, Vivia e Ricardo. Apos comerem crepes e sorvetes me disseram que estavam indo ao Samba Brasil e me esperariam até o dia amanhecer, para curtirmos uma baladinha juntos. Como eu ja havia prometido inumeras vezes ao pessoal da banda que se apresenta no SB fazer uma visita a eles, uni o util ao agradavel, pois estava ja ha um bom tempo querendo fazer alguma baladinha pé-na-jaca.
O Samba Brasil fica proximo à Gelacreperia, tem a decoraçao no estilo cabaret do Bixiga e é frequentado por travestis, prostitutas, homossexuais e italianos tarados, que dançam e se divertem ao som do samba, axé e pagode feito pela banda de meus amigos Wellington, Jefferson, Bideu etc. Assim, para quem nao busca emoçoes fortes com os mencinados frequentadores, aconselha-se visitar o local em grupo para que a diversao seja garantida! E nao foi diferente para nos!
Cheguei por volta das 03:15 horas, depois de fechar a Gelacreperia e me encontrei com o pessoal, que ja estava um pouquinho bebado (o pessoal). Como tive que pagar 10 euros para entrar, mas com direito a um drink gratis, pedi logo um whisky com energetico para entrar no clima!
Depois de falar bastante com o pessoal da banda e com a galera toda, nos arriscamos a ir para a frente do palco dançar um axézinho e lembrar os tempos de carnaval brasileiro. Sob os olhares penetrantes dos outros frequentadores do local, dançamos, bebemos e nos divertimos muito até umas 05:00 horas e, tirando o fato de eu ter que intervir em uma quase briga em funçao do Neni ter ficado irritado com um rapaz homossexual que supostamente teria bulinado com sua irma, a noite foi tranquila e engraçada.
O Lucas (Ze do Caixao) estava decepcionado por nao ter levado cartoes de visitas para oferecer seu serviço de motorista aos inumeros potenciais clientes que ali se encontravam; o Primo ficou horrorizado com algumas cenas de carinho explicito entre pessoas do mesmo sexo e o Victor recebeu uma massagem de um travecao de 2 metros de altura. Ele estava até gostando da massagem nos ombros pensando que fosse a irma do Neni a massagista. Mas quando descobriu a verdade, era tarde demais e ele teve que dormir com a sensaçao de ter gostado da massagem do Jorjao! Que gostooooooooouso!
Fomos embora todos felizes, contentes e um pouco bebados, mesmo tendo curtido uma baladinha no lugr talvez mais underground de Milao! Eu estava bem, mas tive que voltar empurrando a bicicleta para evitar qualquer tombo. Pensamos em juntar toda a galera, Rubinho, Neto e companhia fazermos outra baladinha dessa!