Monday, July 31, 2006

Festa do Verão

22.07.2006

Mais uma festa do Clube do Balanço, mais amigos, mais música, mais stress, mais diversão. No dia anterior à festa, a Escola de Samba havia sido contratada para tocar no Festival Latinoamericando, antes e depois da apresentação do Gilberto Gil. Assim, o Big Bimba veio para Milão e logo que chegou aqui em casa fomos para o Festival e encontramos, além de todo o pessoal da Escola de Samba, a Elena e o Dan, um italiano muito gente boa que mora em Londres e que já o havia conhecido na segunda festa do Clube do Balanço. Assistimos juntos ao show do Gilberto Gil, fiz um pouco de propaganda para a festa do dia seguinte e fomos embora. Apesar de Gilberto Gil ser sempre Gilberto Gil, esperava um pouco mais de seu show, que foi mais para gringo ver que para brasileiro. Mas valeu a pena!
Sabadão de festa, acordamos, tomamos café-da-manhã e, por volta das 14 horas, fomos para a Fabbrica del Vapore, local da festa, passar o som e colocar tudo em ordem. O local estava uma verdadeira sauna e trabalhamos todos de shorts e sem camiseta, inclusive para passar o som. Para piorar, o ar condicionado funcionava somente aonde tinha o bar, bem distante da pista de dança e do palco. Ainda, não havia cabos para os microfones, de modo que começamos a passar o som lá pelas 19 horas. A festa começaria às 20:30 horas. Neste ínterim melhoramos a decoração do lugar remanejando sofás, cadeiras e luminárias.
Voltamos para casa para tomar banho e parra pegar a Luz e o Emerson. Quando voltamos para a festa eram já 22:00 horas e começamos o show dos Ovelhas às 22:30 horas, ainda com poucas pessoas na casa.
O repertório desta vez foi bem mais animado, mas sempre com uma introdução de MPB. Assim, abrimos com "Boa Noite" (Djavan) e seguimos com "Chão de Giz" (Zé Ramalho), "Garotos" (Leoni), "Se" (Djavan), "Fácil" (Jota Quest). A partir daí começamos a ir mais para o pop\rock e as pessoas foram chegando mais próximo ao palco e, graças ao Son e à Luz, empolgaram-se à dançar e a cantar. Em verdade os dois não pararm um minuto de dançar, agitar e puxar as pessoas para dançar à frente do palco. Só sei que no final estava uma zona generalizada na pista. Mandamos na sequência "Se Você Pensa" (Roberto Carlos), "O Mundo" e "Tudo Que Vai" (Capital Inicial), "A Feira", "Tribunal de Rua" e "Mar de Gente" (O Rappa), "Noite do Prazer" (Cláudio Zoli), "Manuel" (Ed Motta), "Encontrar Alguém" e, para finalizar, a tripla de Skank "Três Lados", "Tão Seu" e "Saideira".
Durante o show uma menininha linda de 2 anos se aproximou diversas vezes do palco para me acenar tchau, quando numa destas vezes a fiz subir ao palco, peguei-a no colo e disse ser ela a mais bela dama da noite. Dei-lhe um beijo na bochecha e a devolvi ao seu pai. Pena que ninguém tirou uma foto dela...
Desta vez tocamos todos em pé e tivemos uma força a mais nas percussões, o grande Alê Lamy!
Mais tarde entrou a Feliz da Vida, mas tocou menos que o programado porque já eram 02:00 horas e não era mais permitido fazer som ao vivo. De qualquer forma, este é sempre o ponto alto da festa, quando todos dançam até se acabarem, empolgados pelo som da bateria e pela apresentação da nossa bailarina Anne. O único problema ainda com a Escola de Samba é a trava psicológica que bloqueia todos os integrantes para cantarem junto comigo os sambas enredo, o que me faz forçar demais a voz e não dá o efeito justo a um samba enredo, que geralmente é puxado por três negões de voz fortíssima e cantado por toda a Escola de Samba. Não preciso nem dizer que acabo desafinando pra caramba e ficando sem voz depois...
Os pontos fracos, como quase sempre, foram o horário final da festa (cerca de 02:30 horas, pois em Milão existe uma lei que não permite festas até mais tarde, exceto raríssimas exceções), a música tocada pelo DJ que desta vez gerou reclamações de diversas pessoas principalmente quando quase assassinou a festa colocando a mais calma e fúnebre bossa nova antes da Escola de Samba entrar no palco, o número de pessoas que, apesar de ser superior ao da festa anterior, não superou nossas espectativas, e todo o stress pré e pós festa por pequenos problemas que poderiam ser resolvidos com mais tolerância, recepção crítica e trabalho.
Mas o resultado final foi muito positivo e com certeza para a próxima festa conseguiremos ajustar os detalhes que ainda faltam para ccada vez mais melhorar o evento e trazer cada vez mais pessoas!

Steel Pulse

16.07.2006

Não faz muito tempo que conheço Steel Pulse, mas o suficiente para não perder um show deles. Minha irmã, Maria, comentou há alguns meses que tinha ido a um show deles em São Paulo e que se eu tivesse a mesma oportunidade, não a deixasse passar.
Até então eu nunca tinha escutado sequer uma música deles, mas logo fui à Feltrinelli da Galleria Vittorio Manuelle e comprei o CD Victims. Virei fã do rhythm-reggae-soul que eles fazem, mas não tinha notícia de nenhum show deles pela Europa, até que, por acaso, vi colado em um muro perto de casa um anúncio de um concerto deles dois dias mais tarde. Seria domingo e não sabia se algum de meus amigos conhecia Steel Pulse ou se gostaria de me acompanhar. De qualquer forma, decidi ir ao show mesmo que sozinho, o que de fato ocorreu.
Domingão, por volta das 21:00 horas, saí de casa e fui a pé para o Rolling Stone. No caminho liguei para o Big Bimba para nos atualizarmos das novidades e mandei uma mensagem para minha irmã dizendo que estava indo ao show do Steel Pulse.
Cheguei pontualmente às 21:30 horas, comprei o ingresso e entrei encontrando um Rolling Stone vazio. Havia cerca de 10 pessoas no local, mas um pouco antes de começar o show, o número subiu para cerca de 60 pessoas. Com certeza este vazio deu-se pela fraca divulgação e pouca publicidade, uma vez que mesmo tendo procurado na internet, jornais, revistas e outros meios de comunicação, só fiquei sabendo do show por acaso, para minha sorte.
Foram quase 2 horas de show durante as quais todos os integrantes mostravam-se realmente felizes em fazerem o que fazem, divertiram-se e divertiram o público, dando uma bela lição de profissionalismo, técnica e música. O líder da banda, vocalista e guitarrista, David Hinds, é um dos rastamen mais engraçados que já vi, tirando o fato de cantar com o nariz no microfone. Destaque também para o tiozão dos teclados e também vocalista, Phonso Martin, animadíssimo e sempre palhaço.
O único problema que encontrei, afora não ter ninguém para compartilhar a alegria do momento, foi um rapaz homossexual que de tempos em tempos vinha dançar colado em mim numa nítida tentativa de aproximação com o único objetivo de frequentar minhas carnes. Mas após tomar uns discretos reggae-pisões no pé e umas cotoveladas na boca do estômago, sossegou e foi dançar do outro lado da pista.
Mais uma vez minha irmã cabeçuda acertou em cheio na dica e recomendo a todos um show do Steel Pulse!

Brescia

08.07.2006

Acordamos pela manhã, em razão do calor que fazia, uma vez que eu e o Big Bimba dormíamos dentro de seu carro, num estacionamento em frente à praia de Viareggio. Tomamos café-da-manhã (entenda-se por isso pão com mortadela e vinho tinto) às 07:30 horas e curtimos a praia até as 15:00 horas, quando passamos em um McDonald's para comer e seguimos viagem para Brescia aonde a Escola de Samba deveria se apresentar pela noite.
Claro que nos perdemos um pouco, principalmente porque o Big Bimba até hoje não tem um guia de estradas, de ruas, de sejá lá o que for em seu carro. Bárbaro! Mas chegamos a tempo no Oasi, um restaurante, bar, pizzaria, balada e tudo o mais em um só lugar. O pico é muito legal, com vários ambientes diferentes, uma estrutura muito boa e, ao ar livre, um grande palco para espetáculos e um belo espaço para dançar e assistir ao espetáculo, com capacidade para cerca de 2 mil pessoas. Nos apresentamos neste palco, mas não sei se por falta de divulgação ou divulgação mal feita, contava-se nos dedos as pessoas que estavam nos assistindo. O proprietário do lugar chama-se Walter e já tocou em outros tempos com a Feliz da Vida, além de ter sido o patrocinador de nossos flyers para a Festa do Verão (22.07.2006). Segundo alegações do mesmo, a falta de público se deu em função das férias e da falta de ânimo das pessoas da região. Verdade ou não, tocamos assim mesmo, com a empolgação de sempre e recebemos nosso cachê do mesmo jeito. Colocamos até o Big Bimba para tocar tamborim! Mágico!
Como sempre, tivemos problemas com microfones, técnico de som mongol, integranttes da Escola que não puderam vir tocar e outros que só aparecem quando se fala em dinheiro, mesmo que jamais tenham ensaiado. Mas ao final tudo se resolve e, entre tapas e beijos, fazemos o que temos que fazer. Fizemos a tradicional introdução instrumental e tocamos alguns sambas enredo.
Acabamos de tocar e por volta das 02:30 horas fomos embora. O Big estava cansado, preferiu voltar direto para Thiene em vez de ficar em Milão e foi embora mais cedo, por volta das 01:30 horas. Em verdade ele estava um pouquinho mal porque dormiu no Sol e, por isso, estava ardendo e com o corpo muito quente.
Voltei com a Debora, de carona com o Gianluca, que toca surdo na Escola de Samba, mas a estada principal estava fechada. Como o Gianluca mora do outro lado de Milão e não conhece um cazzo das estradas da região além do trajeto casa-trabalho-casa, chegamos em casa às 6 da manhã. Muuuuito gostooouso!

Eric Clapton e Robert Cray

07.07.2006

Há muito tempo esperava por ver e escutar Eric Clapton ao vivo, pela lenda que é e por todo seu trabalho, seja no Cream, seja na carreira solo, que conheci através do meu irmão Big que sempre curtiu blues e, pouco antes de vir para a Itália, eu escutava sempre no carro da Lilica, amiga maluca que tenho em SP e que conheci pela minha irmã.
O grupo de abertura era Robert Cray, do qual o Silvio Lopes, irmãozão guitar-hero da King Bird, gravou-me um disco que me agradou muito (The Score). Assim, ero ansioso pelos dois shows e queria chegar cedo ao lugar do espetáculo para estar próximo ao palco.
Chegamos à Piazza Napoleone por volta das 20:00 horas, pois o show de abertura começava às 20:30 horas. Mal encontramos um lugar bom para ver um show, um malucão começou a reclamar do fato de eu e o Big sermos muito grandes e estarmos à frente dele e de seu filhote, que haviam chegado bem mais cedo. Depois de dois minutos de discussão inútil, deixamos eles falando sozinhos e não arredamos pé do lugar. Aonde já se viu discutir por um lugar num show que só tem pista, no meio de uma praça? !
Pontualmente às 20:30 horas começou o show do Robert Cray. Fiquei impressionado com a simplicidade, a humildade e o talento dele ao vivo. Um estilo de blues que não via há tempos, realmente diverso do que andam fazendo nos últimos tempos. Muito bom!
Após o término do show de Robert Cray, com mais de meia hora de atraso, entra num palco cheio de jogos de luzes Eric Clapton. Os músicos que o acompanhavam eram realmente impressionantes, com destaque para Doyle Bramhall II e Derek Trucks nas guitarras. Confesso que esperava mais do set list, que não foi muito empolgante se levarmos em conta a vasta coleção de sucessos e músicas boas que ele tem, apesar de ter melhorado bastante na última parte do show.
Mesmo a turnê sendo do último álbum, Back Home, eles tocaram só duas músicas deste trabalho (So Tired e Back Home), deixando de lado as maravilhosas Lost and Found, One Track Mind e I'm Going Left, que seria perfeita para finalizar o show. Das famosíssimas mesmo só tocaram Cocaine. Mesmo assim, foi um concerto de muito profissionalismo e excelente qualidade musical, além de não ser todo dia que temos a oportunidade de assistir a um concerto do Eric Clapton, de perto, em uma bela praça medieval a céu aberto e por um preço super acessível. E sempre na companhia do Big Bimba, que já me acompanhou aos shows do Testament, Nevermore, Tracy Chapman entre outros.
Após o show, demos uma última volta por Lucca, tomamos um sorvete e nos dirigimos à praia de Viareggio.

Pisa, Lucca e Viareggio

07 e 08.07.2006

Em razão de nossa ida ao Lucca Summer Festival, eu e o Big Bimba pensamos em fazer um passeio pela região e aproveitar para passar em Pisa e Viareggio.
Assim, no dia 07 bem cedo pela manhã o Big partiu de carro de Thiene e eu peguei o trem sentido Bologna, ponto de encontro de onde partiríamos juntos para Pisa. Encontramo-nos na Stazione Centrale de Bologna e fomos juntos de carro até Pisa.
Comemos alguma coisa na estrada e chegamos em Pisa no início da tarde, por volta das 13 horas. Fizemos um belo passeio por Pisa, conhecemos um pouco a cidade incluindo, claro, a praça principal (Campo dei Miracoli) aonde se encontram a Duomo, Battistero, Camposanto e a famosa Torre Pendente. Após Pisa seguimos para Lucca, tendo como paisagem na estrada inúmeras plantações de girassol.
Colonizada pelos romanos no século II a.C. para se tornar um campo militar, Lucca é uma das únicas cidades medievais que mantiveram intactas as muralhas de proteção que a circunda e muito de suas características peculiares originais. É incrível passear sobre as muralhas que circundam toda a chamada "Cidade Velha" de Lucca, que dispõem de 5 grandes portas de entrada, e imaginar como as pessoas daquela época viviam e como tudo funcionava. Conseguimos encontrar a vendinha de um senhor na qual o Big havia estado há 5 anos com seu amigo Cipolla e em razão de sermos brasileiros e do fato de o Big ter conhecido o antigo proprietário que hoje está afastado de suas funções pela idade avançada, tivemos um excelente desconto. Uma garrafa de vinho, um gigante pão com o qual conseguimos fazer 4 lanches grandes, queijo e mortadela, por 2 euro!
Comemos, bebemos, rodamos bastante pela Cidade Velha e no final da tarde nos dirigimos à Piazza Napoleone, aonde seria o show do Eric Clapton e do Robert Cray. Um detalhe curioso desta viagem foi o número de animais que requereram minha atenção. Fizemos fotos com pelo menos um gato e dois cachorros.
Assim que o show terminou, passamos na única loja de CDs e DVDs aberta na cidade, tomamos um sorvete e nos dirigimos à Viareggio, cidade praiana do litoral Toscano. Chegamos em Viareggio por volta das 2 da manhã, conhecemos brevemente o local, estacionamos o carro em frente à praia, deitamos os bancos do carro e dormimos até que o Sol da manhã começasse a nos assar lá dentro. Nosso café-da-manhã, às 07:30 horas, foi pão com mortadela e vinho, resíduos da noite anterior. Uma delícia! Do jeitinho do meu paladar! Escolhemos um dos incontáveis "Bagni" de Viareggio e curtimos a praia até as 15:00 horas. Bagno é um trecho de praia particular, gestido por uma espécie de mini-hotel, disposto de chalés e pequenos quartos só para se trocar de roupa e fazer uma ducha. Paga-se um valor fixo e pode-se usar o banheiro, o chuveiro e o quartinho e dispõe-se de um guarda-sol e cadeiras.
Passeamos até a ponta da praia, fizemos um banho de mar e fomos deitar para tomar um pouco de sol. Ficamos o dia todo sem fazer mais nada, só relaxando e, após todo esse passeio, fomos direto para Brescia, uma cidade a cerca de 50 quilômetros de Milão, pois iríamos tocar com a Escola de Samba no Oasi, um lugar brasileiro de propriedade do Walter, amigo nosso que antigamente tocava surdo na Escola de Samba, inaugurado há duas semanas.
O final de todo esse passeio deu-se com o Big indo embora direto para Thiene e eu voltando com a Debora para Milão, chegando em casa por volta das 06:00 da manhã, capotando de sono. Mas valeu muito a pena pelos lugares que conheci, pelos shows que fui e por poder mais uma vez passear com meu irmão e colocar toda a conversa em dia!

Master Bimba

01.07.2006

E eis que, depois de meses juntos na Itália, meu pai volta ao Brasil. Após um início turbulento de adaptação aqui em Milão, culminando com sua mudança para Thiene, aonde foi morar com meu irmão, Big Bimba, meu pai conseguiu relaxar um pouco e deixar as preocupações brasileiras de lado e aproveitar ao máximo sua estada aqui na Europa e ir realmente atrás de seus objetivos primeiros, quais sejam, aqueles ligados ao doutorado junto ao Politecnico di Milano.
É muito diferente visitar um país por uma semana, conhecer os pontos turísticos, somente a passeio e realmente morar neste país por uns meses, quando se tem a oportunidade de conhecer os problemas cotidianos e as dificuldades enfrentadas pela população. Talvez tenha sido este o choque de meu pai, ao se dar conta de que Milão, como qualquer outra cidade no mundo, também tem seu lado feio, seus problemas sociais, econômicos e apresenta diversas faces daquilo que eles mesmo chamam de "terceiro mundo". De fato, em Certosa, aonde meu pai morava aqui em Milão, não há nada para se fazer, nenhum lugar para passear e o residencial aonde morava estava praticamente vazio. Até mesmo eu, com meu estéreo, Cds, DVDs, meu violão e meus livros, cedo ou tarde, entraria em depressão naquele lugar. Como eu não podia estar sempre com meu pai, pois àquela época tinha três trabalhos diferentes, ensaiava com a banda e tinha que resolver alguns assuntos psicomulheris, a melhor opção mesmo foi sua transferência para Thiene.
A mesma experiência que tive com meu irmão Marco repetiu-se com meu pai, de forma igualmente positiva. Estando fora de nosso país, distante de todos os cenários vividos ao longo dos anos, cenários estes que serviram de fundo a inúmeras situações e sentimentos que nem sempre norteiam da melhor forma possível o relacionamento entre membros de uma família, pudemos restruturar estas situações e sentimentos, ainda que sem se dar conta, e assim nos tornarmos mais próximos, mais abertos, mais amigos. Aprendemos a nos preocupar mais um com os problemas do outro, a conversar sobre todos os tipos de assuntos e a conviver em situações anteriormente inimagináveis juntos. Por exemplo, o fato de meu pai ter tocado conosco em um ensaio da Escola de Samba, ter vindo às festas que fazemos ficando até o final, sempre se divertindo, dando idéias de músicas para colocarmos no repertório, chegando até mesmo a xavecar mocinhas para mim! Sim, ele chegou a organizar um jantar entre eu e a Debora antes mesmo que houvéssemos nos falado. Bom, não posso reclamar disso porque ao final deu tudo certo e temos saído juntos em continuação e estamos nos dando muito bem. De fato, ela é uma pessoa maravilhosa da qual ainda escreverei outras vezes neste blog.
O único ponto negativo da estada de meu pai em terras européias foi o fato de não ter aproveitado melhor este período para viajar, conhecer lugares e, principalmente, dar um pulinho à Suécia para visitar nossos parentes de coração da família Delarid.
Poderia escrever milhares de linhas sobre a experiência que tivemos aqui na Itália durante esses meses, mas prefiro deixar espaço aberto às futuras experiências, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, guardando as lembranças dessa maravilhosa fase juntos, eu, o Big Bimba e o Master Bimba, aqui na Itália.
Em setembro estarei no Brasil e, pela primeira vez em mais de um ano, estaremos todos reunidos de novo, por pelo menos um dia, pois no dia em que eu chego o Big Bimba volta para a Itália.