Monday, July 31, 2006

Steel Pulse

16.07.2006

Não faz muito tempo que conheço Steel Pulse, mas o suficiente para não perder um show deles. Minha irmã, Maria, comentou há alguns meses que tinha ido a um show deles em São Paulo e que se eu tivesse a mesma oportunidade, não a deixasse passar.
Até então eu nunca tinha escutado sequer uma música deles, mas logo fui à Feltrinelli da Galleria Vittorio Manuelle e comprei o CD Victims. Virei fã do rhythm-reggae-soul que eles fazem, mas não tinha notícia de nenhum show deles pela Europa, até que, por acaso, vi colado em um muro perto de casa um anúncio de um concerto deles dois dias mais tarde. Seria domingo e não sabia se algum de meus amigos conhecia Steel Pulse ou se gostaria de me acompanhar. De qualquer forma, decidi ir ao show mesmo que sozinho, o que de fato ocorreu.
Domingão, por volta das 21:00 horas, saí de casa e fui a pé para o Rolling Stone. No caminho liguei para o Big Bimba para nos atualizarmos das novidades e mandei uma mensagem para minha irmã dizendo que estava indo ao show do Steel Pulse.
Cheguei pontualmente às 21:30 horas, comprei o ingresso e entrei encontrando um Rolling Stone vazio. Havia cerca de 10 pessoas no local, mas um pouco antes de começar o show, o número subiu para cerca de 60 pessoas. Com certeza este vazio deu-se pela fraca divulgação e pouca publicidade, uma vez que mesmo tendo procurado na internet, jornais, revistas e outros meios de comunicação, só fiquei sabendo do show por acaso, para minha sorte.
Foram quase 2 horas de show durante as quais todos os integrantes mostravam-se realmente felizes em fazerem o que fazem, divertiram-se e divertiram o público, dando uma bela lição de profissionalismo, técnica e música. O líder da banda, vocalista e guitarrista, David Hinds, é um dos rastamen mais engraçados que já vi, tirando o fato de cantar com o nariz no microfone. Destaque também para o tiozão dos teclados e também vocalista, Phonso Martin, animadíssimo e sempre palhaço.
O único problema que encontrei, afora não ter ninguém para compartilhar a alegria do momento, foi um rapaz homossexual que de tempos em tempos vinha dançar colado em mim numa nítida tentativa de aproximação com o único objetivo de frequentar minhas carnes. Mas após tomar uns discretos reggae-pisões no pé e umas cotoveladas na boca do estômago, sossegou e foi dançar do outro lado da pista.
Mais uma vez minha irmã cabeçuda acertou em cheio na dica e recomendo a todos um show do Steel Pulse!

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