Tuesday, December 12, 2006

Iron Maiden

03.12.2006

O que dizer da maior banda de heavy metal que existe e não perde o posto por décadas? É certo que se analisarmos a evolução musical do Maiden nos últimos álbuns (Dance of Death, Brave New World), excluindo-se a fase "Blaze Bailey" que realmente foi um desvio estranho de rota na sua carreira, verificamos que ela é bem menor em termos de novidade, inspiração e criatividade em relação à incrível fase The Number of the Beast/Piece of Mind/Powerslave/Seventh Son of a Seventh Son/Somewhere in Time, uma sequência insuperável de clássicos e pérolas do metal mundial. Mas Iron Maiden é sempre Iron Maiden, principalmente após o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith, quando as composições voltaram a ter um nível elevado de riffs, melodias, letras e a química Maideniana voltou a funcionar. Esse resultado se verifica, ainda que escala ainda bem menor em relação aos chamados "Wasted Years" (1980 - 1992), no novo disco da banda, A Matter of Life and Death.
Mesmo tendo ido ao show do Maiden no Gods of Metal do ano passado, em Bolonha, não deixaria de ir a este show em Milão por nada! Havia comprado o ingresso em junho para garantir minha presença!
Os meios públicos aqui em Milão não são tão frequentes aos domingos, de modo que resolvi ir a pé para o show. Levei uma hora e meia caminhando, mas bem acompanhado de meu CDPlayer, ao som de Vader, Behemoth e, claro, Iron Maiden.
Cheguei ao local e me deparei com um DatchForum lotado, abarrotado e pela primeira vez não consegui ficar tão perto do palco para curtir o show, mas mesmo assim peguei um bom lugar. Como era esperado, começaram com a música de abertura do novo álbum, Different World. Seguiram com These Colours Don't Run, Brighter Than a Thousand Suns, Out of the Shadows, The Longest Day, The Pilgrim, The Reincarnation of Benjamin Breeg, a excelente For The Greater Good of God, Lord of the Light e The Legacy. Ou seja, resolveram tocar o disco novo de cabo à rabo, para delírio daqueles que o conhecem e para o desânimo daqueles que não conhecem A Matter of Life and Death. O som estava perfeito e fiquei mais uma vez impressionado com as luzes, a produção e toda a tecnologia que eles dispõem para o espetáculo. Tudo, absolutamente tudo é computadorizado, do jogo de luzes à troca de panos de fundo, da ligação dos instrumentos (todos sem cabos, o que deixa o palco livre e limpo) aos efeitos de samplers e, como não poderia faltar, o grande Eddie, que desta vez apareceu em duas versões: saindo de um gigantesco tanque de guerra com um binóculo e caminhando pelo palco com roupa de soldado e um fuzil na mão, tudo de acordo com o tema do novo trabalho.
Tendo tocado por completo o novo disco sobrou pouco tempo para as canções antigas que acabaram sendo somente seis: Fear of the Dark (impressionante introdução cantada em uníssono ensurdecedor!), 2 Minutes to Midnight, Iron Maiden, The Trooper, The Evil That Men Do (perfeita!) e Hallowed Be Thy Name.
Certo que poderiam ter tocado muitas outras canções antigas em detrimento de algumas novas, mas não deixa de ser interessante e até inesperado um concerto feito desta maneira, até mesmo porque após a turnê do No Prayer for the Dying os shows do Maiden estavam ficando um pouco óbvios, com 4 ou 5 canções novas e as antigas que se repetiam sempre entre as clássicas.
Tudo bem que ainda sonho com um show deles só com músicas que nunca tocam em shows, aquelas inimagináveis ao vivo, como por exemplo, Alexander the Great, Infinite Dreams, Where Eagles Dare (essa eu ouvi ano passado! hehe), Purgatory, Judas Be My Guide, entre outras.Mas, como agora vivo na Europa, é Iron Maiden praticamente todo ano!! Yeaaaaahhhh!

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