Tuesday, December 12, 2006

Batebalengo 2006

08, 09 e 10.12.2006

Batebalengo é o nome dado a um encontro nacional das escolas de samba da Itália, em função de a organização ter ficado por conta da escola Balengo, sediada em La Spezia (Liguria), local aonde se deu o encontro deste ano.
Escolas de todos os cantos da Itália, num total de 12, encontraram-se durante estes 3 dias para um seminário de percussão, trocas de experiências, contatos e para realizar um grande desfile pela cidade. Assim, não poderíamos faltar a este importante evento com nosso G.R.E.S. Feliz da Vida!
Chegamos, eu, Roby, Andrea Branquinho e sua namorada, Linda, no início da tarde de sexta-feira (08.12), fizemos nosso cadastro, pegamos nossas camisetas do Batebalengo, organizamos os instrumentos na grande sala de ensaios disponibilizada pela prefeitura de La Spezia, conhecemos algumas pessoas e fomos comer algo, antes do início do seminário.
O seminário começou às 12 horas e terminou somente por volta das 20:30 horas, com uma breve pausa para almoço. Importante ressaltar que durante todo o dia tínhamos à nossa disposição vinho e pão, suficientes para os 3 dias. Findo o seminário de sexta-feira, fomos verificar nossas acomodações que neste primeiro dia seriam numa academia de jiu-jitsu sobre o tatame. As escolas de samba foram divididas pela cidade entre escolas, academias e outros diversos tipos de acomodações nada confortáveis, mas funcionais. Uma vez acomodados, fizemos um pequeno "esquenta" e fomos procurar alguma baladinha. Ficamos até as 4 da manhã num bar meio tosco, no meio do nada, ao som de rock dos anos 60, ACDC e Ramones. O DJ não sabia que avia um encontro de escolas de samba e talvez tenha sido até melhor assim, para evitar a overdose de batuque. Claro que ficamos todos bêbados e tivemos conversas bárbaras e vivemos situações surreais. Imaginem que entre todas estas 250 pessoas existiam somente 6 ou 7 brasileiros, sendo dois deles eu e o Cau, único negro em La Spezia, líder do Mitoka Samba, outra escola de Milão, uma das mais antigas. Durante um papo com Cau, enquanto ele me contava sobre sua amizade com Luiz Melodia e Itamar Assumpção, dizia-me repetidamente que eu tinha voz, atitude, presença de palco e pensamento negros e, portanto, eu era irmão, negão e que deveríamos nos unir para dominar o mundo do samba italiano. Eu falei para ele: "Beleza!" e no dia seguinte ele nem lembrava dessa conversa.
Dormimos ao som ritmado de roncos com sotaques de toda Itália, de Nápoli a Trieste, de Bologna a Torino, de Milão a Florença, sendo que no estado de relaxamento em que me encontrava, dormi tranquilo. Mas pelos comentários do pessoal, os organizadores conseguiram colocar todos os roncadores das escolas de samba juntos no nosso dormitório.
Acordamos por volta das 10 horas, fizemos um café-da-manhã e fomos novamente para a sala de ensaio, aonde tocamos das 13 às 19 horas. Tomamos uma ducha e nos reunimos, todas os grupos, na Piazza Verdi, às 21 horas, de onde partiu o grande desfile. Com 12 escolas de samba presentes, fizemos uma bateria com 250 pessoas, o que foi uma experiência incrível para quem está habituado a tocar com 10 ou 15 pessoas. Pelas expressões faciais e pelo espanto dos moradores de La Spezia concluo que conseguimos impressionar e fazer um bom espetáculo, ainda que não tenhamos ficado satisfeitos com o resultado. Essa sensação foi geral entre as escolas de samba, pois a acústica das ruas, becos, avenidas, galerias por onde passávamos mudava constantemente, o que atrapalhava bastante a harmonia geral, ainda mais levando-se em conta a distância entre os primeiros e os últimos ritmistas do bloco. Realmente houve momentos em que o caos sonoro foi generalizado e eu nem sabia o que estava fazendo com o ganzá. Mas felizmente o resultado final foi bom.
Findo o desfile, após 2 horas tocando sem parar (isso depois de ter ensaiado todo o dia), fomos comer alguma coisa e encontrar alguma baladinha tosca para se divertir e fazer amizades fáceis. Paramos em uma espécie de bar-pub-discotequinha com música dos anos 80. Não era tudo, mas era 100%. Curtimos até a polícia nos pedir para ir embora, pois a lei na Itália permite os lugares ficarem abertos até as 2 horas e já eram 4:30 horas! Bárbaro! Fomos para nossa nova acomodação que era uma escola pública aonde, desta vez, os organizadores conseguiram juntar todas as pessoas dotadas do mais poderoso chulé e do mais rigoroso cecê. Bom, eu estava vinicolizado e dormi rapidamente. Mas teve gente que sofreu.
Acordamos por volta das 10 horas com os napolitanos da escola de samba Maracatudo, que são simpaticíssimos, animadissimos e engraçadíssimos, fazendo uma bagunça mágica. Tomamos um café-da-manhã e fomos para a reunião dos diretores das escolas para discutir sobre o evento e sobre a criação de uma confederação das escolas de samba da Itália. Após a reunião fomos almoçar antes de nos concentrarmos em diversas praças da cidade para tocarmos. Cada duas escolas de samba reuniram-se em um canto da cidade e desfilavam até a praça central aonde todas as escolas se encontraram para finalizar o evento. Uma vez reunidas, cada escola se apresentou isoladamente por 5 minutos e, ao final, todos tocamos juntos novamente causando grande euforia em todos presentes.Foi realmente um evento excepcional no qual fiz inúmeras amizades de todos os cantos da Itália, me diverti muito com meus amigos do Feliz da Vida e desenvolvi em mim uma vontade ainda maior de tocar de fazer crescer a escola de samba e todo este movimento brasileiro na Itália que, como falavávamos eu e Cau, está num momento único, sofrendo um fenômeno jamais visto antes. É realmente emocionante e compensador estar no meio de 250 pessoas, na Itália, e pensar que todos eles estão louvando e reverenciando a minha cultura, não por política ou interesse finaceiro, mas por amor ao ritmo e pela alegria brasileira que é única no mundo. Por diversas vezes eu olhava ao meu redor, pensava nisso, me dava conta de que era um dos únicos brasileiros no meio daquelas 250 pessoas, que todos me haviam recebido de braços abertos, e isso realmente me emocionava. E ainda me emociono ao lembrar... Excelente!

Iron Maiden

03.12.2006

O que dizer da maior banda de heavy metal que existe e não perde o posto por décadas? É certo que se analisarmos a evolução musical do Maiden nos últimos álbuns (Dance of Death, Brave New World), excluindo-se a fase "Blaze Bailey" que realmente foi um desvio estranho de rota na sua carreira, verificamos que ela é bem menor em termos de novidade, inspiração e criatividade em relação à incrível fase The Number of the Beast/Piece of Mind/Powerslave/Seventh Son of a Seventh Son/Somewhere in Time, uma sequência insuperável de clássicos e pérolas do metal mundial. Mas Iron Maiden é sempre Iron Maiden, principalmente após o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith, quando as composições voltaram a ter um nível elevado de riffs, melodias, letras e a química Maideniana voltou a funcionar. Esse resultado se verifica, ainda que escala ainda bem menor em relação aos chamados "Wasted Years" (1980 - 1992), no novo disco da banda, A Matter of Life and Death.
Mesmo tendo ido ao show do Maiden no Gods of Metal do ano passado, em Bolonha, não deixaria de ir a este show em Milão por nada! Havia comprado o ingresso em junho para garantir minha presença!
Os meios públicos aqui em Milão não são tão frequentes aos domingos, de modo que resolvi ir a pé para o show. Levei uma hora e meia caminhando, mas bem acompanhado de meu CDPlayer, ao som de Vader, Behemoth e, claro, Iron Maiden.
Cheguei ao local e me deparei com um DatchForum lotado, abarrotado e pela primeira vez não consegui ficar tão perto do palco para curtir o show, mas mesmo assim peguei um bom lugar. Como era esperado, começaram com a música de abertura do novo álbum, Different World. Seguiram com These Colours Don't Run, Brighter Than a Thousand Suns, Out of the Shadows, The Longest Day, The Pilgrim, The Reincarnation of Benjamin Breeg, a excelente For The Greater Good of God, Lord of the Light e The Legacy. Ou seja, resolveram tocar o disco novo de cabo à rabo, para delírio daqueles que o conhecem e para o desânimo daqueles que não conhecem A Matter of Life and Death. O som estava perfeito e fiquei mais uma vez impressionado com as luzes, a produção e toda a tecnologia que eles dispõem para o espetáculo. Tudo, absolutamente tudo é computadorizado, do jogo de luzes à troca de panos de fundo, da ligação dos instrumentos (todos sem cabos, o que deixa o palco livre e limpo) aos efeitos de samplers e, como não poderia faltar, o grande Eddie, que desta vez apareceu em duas versões: saindo de um gigantesco tanque de guerra com um binóculo e caminhando pelo palco com roupa de soldado e um fuzil na mão, tudo de acordo com o tema do novo trabalho.
Tendo tocado por completo o novo disco sobrou pouco tempo para as canções antigas que acabaram sendo somente seis: Fear of the Dark (impressionante introdução cantada em uníssono ensurdecedor!), 2 Minutes to Midnight, Iron Maiden, The Trooper, The Evil That Men Do (perfeita!) e Hallowed Be Thy Name.
Certo que poderiam ter tocado muitas outras canções antigas em detrimento de algumas novas, mas não deixa de ser interessante e até inesperado um concerto feito desta maneira, até mesmo porque após a turnê do No Prayer for the Dying os shows do Maiden estavam ficando um pouco óbvios, com 4 ou 5 canções novas e as antigas que se repetiam sempre entre as clássicas.
Tudo bem que ainda sonho com um show deles só com músicas que nunca tocam em shows, aquelas inimagináveis ao vivo, como por exemplo, Alexander the Great, Infinite Dreams, Where Eagles Dare (essa eu ouvi ano passado! hehe), Purgatory, Judas Be My Guide, entre outras.Mas, como agora vivo na Europa, é Iron Maiden praticamente todo ano!! Yeaaaaahhhh!

Festa Sado-Masoquista

01.12.2006

Como já aconteceu outras vezes, fui convidado para trabalhar como segurança numa festa privada em um casarão antigo na região De Angeli aqui em Milão. Estávamos eu e meus parceiros senegaleses Sherif, Álamo, Assi e Mustafá cuidando da segurança no local, prezando pela integridade física dos convidados.A festa começaria às 23 horas, mas às 22:30 horas já havia um aglomerado de cerca de 20 pessoas em frente ao portão, todos visualmente do sexo masculino, mas de aparência homossexual. Até aí, tudo bem, poderia ser uma festa GLS. Pouco depois das 23 horas começaram a chegar pessoas com fantasias incríveis, maquiagens fantásticas e estilos que fariam inveja à Marilin Manson e a todos os cyberpunks anticristo do mundo! Roupas de couro com chicotes, correntes, lentes de contato demoníacas e toda sorte de petrechos usados por senhores de escravos e torturadores. Realmente aquilo me chamou a atenção, mas como eu fazia a segurança na parte externa da festa, do portão de entrada até a porta principal, não notei nada de anormal. Eis que num belo momento Sherif vem de dentro da casa rindo e dizendo ter medo de voltar lá dentro porque parecia que a época da escravidão estava voltando! Disse-me: "Fratello, fai un giro dentro e poi dimmi cosa pensi. Minchia, é roba da fare paura!". Curioso, deixei Sherif no meu lugar e fui dar um rolê ao interno da casa e me deparei com coisas antes vistas somente em filminhos trash da SextaSexy: velhos barrigudos pelados e sendo chicoteadoss por belissimas mulheres com roupas de couro, homens engatinhando e sendo puxados por uma coleira, pessoas que beijavam os pés e lambiam as botas de couro alheias, cenas de sexo oral, chicoteadas e correnteadas por todos os lados, espetáculos sado-masoquistas em gaiolas de aço, mulheres semi-nuas que se beijavam, rapazes que se esfregavam sozinhos nas cortinas, filas nos banheiros para dar um "flhempsz" etc. Bárbaro, literalmente bárbaro! De tempos em tempos eu devia rodar pela festa para ver se não haviam brigas e se ninguém fumava ao interno da casa, no que me veio uma questão que levei de imediato ao nosso corpo de segurança: "Rapazes, se houvesse alguma briga nessa festa e devêssemos usar a força bruta para resolver o problema, certamente estaríamos gerando um outro problema, uma vez que todos os convidados gostam de tomar porrada! O que faremos nesse caso? Carinho?". Ficamos sem uma resposta até o final da festa. Menos mal que todos os convidados, apesar dos pesares eram educadíssimos, nos respeitavam e não tivemos nenhum problema. O mais interessante disso tudo é que os convidados não seguiam um estilo, tendo de jovens e senhores, gordos e magros, músicos e empresários, playboys e metaleiros, católicos e muçulmanos, unidos pelo prazer sado-masoquista numa festa privada, longe do pudor público e dos olhos da decência social, sem fazer mal a ninguém, só curtindo seus dias. Não que eu goste deste mundo, mas respeito enquanto ele me respeitar. Mais um capítulo interessante nas minhas Bimbadas pela Europa!

Orumilá Zumbi

19 a 26.11.2006

Toda a agenda do IBRIT durante o mês de novembro é voltada à influência dos africanos na cultura brasileira, com eventos, encontros, debates, seminários e palestras sobre os mais diversos assuntos relacionados ao tema. Em razão disso essa manifestação chama-se Orumilá Zumbi. A propósito, a festa Zum Zum Brasil foi uma das manifestações em conjunto com o IBRIT para o Orumilá Zumbi.
Estive presente a seminários sobre Candomblé, sobre a influência da língua africana no português brasileiro, sobre capoeira, entre outras.
Mas o ponto alto foi o já tradicional desfile das escolas de samba de Milão (Feliz da Vida e Mitoka Samba) com a academia de capoeira do Mestre Baixinho pelas ruas centrais de Milão. Começamos na Piazza dei Mercanti e terminamos na Piazza San Babila, passando pela Duomo. Na linha de frente vai o pessoal da capoeira, tocando e jogando, seguidos pelo Mitoka Samba e por fim, nós do Feliz da Vida. Durante o percurso inúmeros turistas fazem fotos, dançam juntos de nós e se aglomeram para ver o desfile, que durou cerca de 2 horas.
No dia 22 fomos eu e o Son a um pub na região de Porta Romana para comemorar o aniversário da Ja, quando reencontramos os novos amigos que eu havia feito no Ponto de Encontro do IBRIT. Ficamos pouco tempo, mas demos umas risadas, nos divertimos e estivemos com a Já, que está sem sua família na Itália, no dia de seu aniversário. São nestas ocasiões que conseguimos rever os amigos e estreitar mais os laços afetuosos, ainda que o encontro dure meia hora. Por isso, mesmo embaixo de neve e sem dinheiro eu faço uma força para estar presente em happy hours e encontros de toda sorte.Finalizamos bem o mês de novembro, dedicado a Orumilá Zumbi, com uma bela feijoada no restaurante da Marli, amiga nossa brasileira. Fomos eu, o Son, Emerson Caneli, o grande casal Vanessa e Alessandro com o pequeno samurai Matteo e o irmão de Alessandro, Marco. Lá fizemos novas amizades com o rapaz que mora com o Emerson, Marcos, uma brasilera Thais, a romena Arina e reencontramos amigos do Ponto de Encontro do IBRIT. Do jeitinho do meu paladar!

Zum Zum Brasil

18.11.2006

Zum Zum Brasil foi o nome escolhido para a 6ª festa do Clube do Balanço, realizada no Centro Social Zona Colore, local menor que a Fabbrica del Vapore e um pouco maior que o Barrios. A fórmula usada foi a mesma de todas as outras festas: DJ, Ovelhas e Feliz da Vida. Em verdade, como eu havia chegado do Brasil na metade de outubro não queria me apresentar com os Ovelhas porque não tínhamos ensaiado bem e o Raul, que seria o guitarrista, deu para trás na última hora porque não iria receber para tocar na festa. Não posso condená-lo porque este é seu trabalho e com certeza ele recebeu uma proposta melhor para um sábado à noite. Somente com Macaquinho no baixo e não tendo ainda ensaiado com o Roby na percussão não me sentia seguro para tocar. Mas ainda assim eles me convenceram a fazer algo bem acústico para preencher mais a festa.
Como sempre, tivemos qualquer problema com o som. O Big Bimba não ficou de técnico de som dos Ovelhas porque um dos caras que trabalha no Zona Colore disse para não nos preocuparmos porque ele estaria na mesa de som durante toda a apresentação. O problema é que o babaca também era o caixa para as bebidas e nunca estava na mesa de som. Claro que nestes momentos meu microfone não funcionou, o baixo do Macaquinho deu problema e tudo o mais. De qualquer jeito, tocamos, nos divertimos e fizemos nossa parte. Sinceramente não fiquei muito feliz com o resultado, seja pelo repertório escolhido (também por mim) seja pelo nosso desempenho. Vejamos o que será dos Ovelhas, uma vez que o Macaco vai embora para Londres e ficaremos somente eu e o Roby.
Mas com o Feliz da Vida foi diferente, pois, ainda que o babaca do som não estivesse presente quando precisei do microfone para cantar, fizemos uma apresentação exemplar! Contamos com a ajuda de 5 pessoas da escola de samba de Roma que vieram nos visitar e participar de um workshop de percussão com o grande Marcos, diretor da escola de Roma. Além disso, participou do show conosco Tae, um rapaz que toca percussão, violão, sanfona e trompete. Somando todos estes fatores à chegada do idiota responsável pelo som para ligar o microfone, fizemos um sambão que colocou os 350 presentes em total euforia! Realmente, com a escola de samba, fizemos um belo espetáculo.
Vieram para a festa, além dos irmãos Ricardo e Topázio, minha amiga Ja, toda uma nova galera brasileira que conhecemos nos últimos tempos e os novos amigos Jean e Boogaloo, gente boníssimas que meu irmão trouxe de Vicenza. A festa acabou por volta das 3:00 horas da manhã, voltamos a pé para casa, sendo que o Big, Jean e Boogaloo pegaram o trem para Vicenza às 7:00 horas!Foi uma bela festa, nos divertimos bastante, mas sinceramente não fiquei muito contente com o, digamos, conjunto da obra. Ainda temos muito a melhorar e devemos trabalhar com mais afã e com mais tempo para a próxima festa. Mas certamente faremos algo bem divertido e organizado!

Monday, December 11, 2006

Cauê e IBRIT

05 a 17.11.2006

Um grande amigo do Dan (tecladista) havia combinado com o mesmo uma viagem pela Itália por uma semana durante o mês de novembro. Ocorre que o Dan conseguiu uma passagem baratíssima para o Brasil e não estava em Milão para receber este amigo, de nome Cauê. Como minha casa é como coração de mãe e gosto sempre de fazer novas amizades e ajudar as pessoas, recebi o cauê de braços abertos e fiz um belo roteiro de viagem a ele, uma vez que não poderia acompanhá-lo em função do meu trabalho no Consulado. Ele ficou dois dias em casa, fez um passeio por Pisa, Lucca, Cinque Terre, Firenze, Venezia e depois retornou a Milão, dormindo em casa por mais um dia. Aproveitei para mostrar-lhe os principais pontos turísticos de Milão e ainda fazer planos para visitá-lo na Alemanhá, pois ele esta fazendo um estágio em uma empresa alemã e deve ficar por lá até junho de 2007. Mas como não escreverei mais sobre meus planos, mas tão-somente sobre minhas realizações, vejamos se no futuro haverá um título "Alemanha" aqui no Bimbando. Preciso ainda visitar amigos que estão em Londres, minha afilhada sueca em Estocolmo, minha amiga Lenka em Praga e por aí vai...
Aliás, fui sorteado no Consulado para ter uma semana de férias em agosto, uma época concorridíssima pois é verão na Europa e também na ..... Jamaica! Fica a dica aí, irmãzinha amada!
Mudando de assunto, no dia 17 rolou o encontro mensal de brasileiros e italianos no IBRIT (Instituto Cultural Brasil-Itália), denominado Ponto de Encontro, aonde se faz novas amizades, contatos de trabalho, come-se e bebe-se e, ao final, sempre tem alguém para animar a festa com um sonzinho ao vivo. Nesta edição este alguém fui eu! Fiz um acústico voz e violão e ficamos no IBRIT até as 23:00 horas, algo inédito para os italianos num domingo à noite e com um frio de 7 graus Celsius. Fiz muitas amizades neste Ponto de Encontro, em especial com a Jah (alagoana), Gollum (paulistana), Alberto, Marco e MC Fluido (italianos), além de outros fãs.