Tuesday, October 04, 2005

Gamma Ray

03/10/2005

Somente 3 dias apos o show do Nevermore, la estava eu novamente rumando para o Rolling Stone para mais um espetaculo heavy metal!
A sorte é que o show do Gamma Ray foi marcado para uma segunda-feira, dia de meu repouso.
Chovia a cantaros, de modo que deixei a bike em casa e fui de onibus. No trajeto, li algo no minimo curioso sobre o transporte de animais nos onibus. Ha um decreto que regulamenta isso e cachorro de pequeno e medio porte, gato, passarinho e peixe devem pagar passagem, alem de haver inumeras restriçoes ao transporte destes animais. Barbaro!
Cheguei ao Rolling Stone em tempo de assistir a banda de abertura, os alemaes do Powerwolf. Em principio achei engraçado o estilo dos caras, principalmente do vocalista gordinho (Attila Don) com a cara pintada de branco e uma capa de vampiro. Mas depois que comecei a escutar o som com calma e, mais ainda, a voz do gordinho, vi que realmente os caras eram muito bons e profissionais. Lançando seu debut Return in Blood, fizeram um show de meia hora, mas com categoria e muita energia! O curioso foi notar que nao havia um baixista no palco, mas tao somente dois guitarristas. Depois reparei que isso se deu pelo fato de o espaço no palco ser pequeno demais para o coitado do baixista que ficou no backstage tocando seu instrumento.
Apos o show do Powerwolf esperava ver o cenario do Gamma Ray ser montado, mas, para minha surpresa, começaram a montar o palco para o Nocturnal Rites, uma banda sueca que adoro, mas que jamais pensaria ve-los ao vivo, ainda mais assim de sopetao! Excelente!!
Apresentando seu novo album, Grand Illusion, o Nocturnal Rites fez um show fantastico, mesmo o som nao estando dos melhores. Musicas como Fools Never Die, Against the World, New World Messiah, Destiny Calls, Eyes of the Dead e Iron Force fizeram parte do set list. Infelizmente, do album Afterlife eles so tocaram a faixa titulo, para finalizar o show. No final da noite, encontrei-me com Jonny Lindkvist (vocal) e Fredrik Mannberg (guitar) e comentei que eles deveriam tocar mais musicas deste album, pois é, sem duvida o melhor que ja fizeram!
Finalmente, entra em cena, apos cerca de 20 minutos, o esperado Gamma Ray! Ja assisti a pelo menos 2 shows do Gamma Ray em Sao Paulo, mas sempre é bom ver e escutar ao vivo o criador do heavy metal melodico, Kai Hansen, e sua trupe!
Começaram com Gardens of the Sinner, emendando New World Order, para entao entrar nas novas composiçoes Fight, Blood Religion e Condemned to Hell, muito bem recebidas e cantadas por todos. Space Eater foi a primeira do Heading for Tomorrow, seguida por One With The World, do Sigh no More. Uma breve pausa e o primeiro bis com Strangers in the Night, quebrando tudo, e a maravilhosa sequencia Valley of the Kings, Rebellion in Dreamland, Land of the Free e The Silence. Mas o auge se deu quando eles, apos uma nova breve pausa, voltaram com Somewhere out in Space, Heavy Metal Universe (essa ja se tornou um hino nos shows do Gamma Ray) e, para fechar a noite e o set de cerca de duas horas, Send me a Sign!
Uma curiosidade do show foi o solo de bateria de Dan Zimmermann. Os solos de bateria foram muito comuns nos anos 80 e até a metade dos anos 90, mas hoje em dia é dificil ver um solo de percussao em shows de heavy metal. Mas mesmo assim foi interessante e nao cansativo, apesar de previsivel.
Mais um espetacular show do Gamma ray, sempre muito energico e pesado, com todos os integrantes realmente felizes por estarem no palco e fazendo do espetaculo uma grande festa!
Depois do show, encontrei-me com o Henrique e com o Jeff na casa da Francesca, pseudonamorada do Jeff, que mora junto com sua irma, Rita e outra italiana, Cris. Ficamos até umas 02:00 bebendo e conversando e fomos embora juntos.

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