Nana Werneck e Ricardo Pastore
23.07 a 23.08.2006
Este foi um mês de visitas aqui em casa. Primeiro recebi minha grande amiga Ilana Werneck com sua mãe, Ana Clara, que infelizmente ficaram somente um dia em Milão, mas tempo suficiente para colocar o papo em dia, tocarmos violão e fazê-las conhecer a cidade. Conheci a Nana em 2001 através de nosso amigo em comum, Ronaldo Pagotto, quando fui a Pouso Alegre (MG) em razão dos Jogos Café-com-Leite, jogos universitários entre faculdades de direito de São Paulo e Minas Gerais. Descobrimos uma grande afinidade pela música, poesia e amizade, mas infelizmente não pudemos desenvolver tanto nossa amizade pelos caminhos diversos que a vida nos colocou.
Jamais imaginei que após tantos anos nos reencontraríamos na Europa e por apenas um dia. Mas foi muito legal e valeu a pena! Espero revê-la em outubro em Belo Horizonte ou em Pouso Alegre para o lançamento do seu livro de poesias e, aproveitar para resgatar meu livro do Platão que esqueci na bolsa dela.
Depois da Nana e de sua mãe, foi a vez de receber aqui em casa o grande Ricardo Pastore, amigo de infância que mora na mesma rua em que eu morava em São Paulo e não nos víamos há cerca de 10 anos. Ainda que eu não houvesse tido tanto tempo para estar com ele, em função dos ensaios da banda e de outros empecilhos, conseguimos nos atualizar sobre este tempo e estarmos um pouco juntos. Em verdade quem acabou fazendo mais sala para ele foi a Luz, que o acompanhou em alguns passeios noturnos.
O Ricardo chegou no feriado de Ferragosto, quando todos os italianos viajam e aqui em Milão, à parte a região de Naviglio, a única coisa que se tem para fazer é ir ao Castelo Sforzesco assistir aos fogos de artifício. Fomos ao Castelo e lá encontramos a prima do Rica, Renata, com dois amigos, Maira e Peri. Mais tarde, encontramo-nos com Macaquinho, Jampa, Marlon, Ale, Gabhy e Susan, mas estava começando a chover e fomos embora para casa.
Foi muito bom receber em apenas um mês dois amigos que há tempos não havia qualquer contato. Espero ainda a visita de muitos amigos e quero também visitar outros amigos pelo mundo.
Outro momento mágico deste período foi a Pizzada que organizamos aqui em casa, quando ao final, vieram 3 policiais para controlar o barulho que, segundo o vizinha louca, era excessivo. Mas eles nem entrarm em casa e foram embora sem maiores problemas.Essa senhora louca tem sua cama encostada na parede que dá diretamente para nossa cozinha e para nossa sala de estar. Assim, qualquer gaveta que abrimos, qualquer conversa que fazemos, mesmo que em baixo tom, a incomoda. Ocorre que já discutimos inúmeras vezes sobre o espaço de cada um, o respeito pelo próximo e o que pode ser feito para amenizar este problema, mas o único argumento da senhora é que somos anormais porque ficamos acordados até 02:00 horas e acordamos cedo. Mudar toda nossa sala e cozinha para o outro lado da casa é impossível; deixar de falar e ir dormir às 21:00 horas, pior ainda. Então falamos baixo e não fazemos tanto rumor quando preparamos o jantar depois das 22:00 horas. Mas não podemos virar prisioneiros dentro de nossa própria casa e deixar de fazer aquilo que qualquer pessoa normal faz, sem excessos. O grande problema de toda essa história tem a ver com uma qualidade brasileira, dita de terceiro mundo, à qual os italianos estão muito longe de conseguirem: tolerância. Realmente já conversei com diversos amigos meus italianos e eles mesmos afirmam que sua cultura é intolerantes demais. Menos mal que os policiais viram que estávamos batendo papo e escutando música em volume baixo, sendo certo que a senhora exagerava. Menos mal ainda que o proprietário do apartamento, Salvatore, também já teve problemas com essa senhora louca e sabe com quem lidamos. Bom, já estamos traçando estratégias para contra-atacar e nossa resposta será ainda mais inesperada e pesada!
Este foi um mês de visitas aqui em casa. Primeiro recebi minha grande amiga Ilana Werneck com sua mãe, Ana Clara, que infelizmente ficaram somente um dia em Milão, mas tempo suficiente para colocar o papo em dia, tocarmos violão e fazê-las conhecer a cidade. Conheci a Nana em 2001 através de nosso amigo em comum, Ronaldo Pagotto, quando fui a Pouso Alegre (MG) em razão dos Jogos Café-com-Leite, jogos universitários entre faculdades de direito de São Paulo e Minas Gerais. Descobrimos uma grande afinidade pela música, poesia e amizade, mas infelizmente não pudemos desenvolver tanto nossa amizade pelos caminhos diversos que a vida nos colocou.
Jamais imaginei que após tantos anos nos reencontraríamos na Europa e por apenas um dia. Mas foi muito legal e valeu a pena! Espero revê-la em outubro em Belo Horizonte ou em Pouso Alegre para o lançamento do seu livro de poesias e, aproveitar para resgatar meu livro do Platão que esqueci na bolsa dela.
Depois da Nana e de sua mãe, foi a vez de receber aqui em casa o grande Ricardo Pastore, amigo de infância que mora na mesma rua em que eu morava em São Paulo e não nos víamos há cerca de 10 anos. Ainda que eu não houvesse tido tanto tempo para estar com ele, em função dos ensaios da banda e de outros empecilhos, conseguimos nos atualizar sobre este tempo e estarmos um pouco juntos. Em verdade quem acabou fazendo mais sala para ele foi a Luz, que o acompanhou em alguns passeios noturnos.
O Ricardo chegou no feriado de Ferragosto, quando todos os italianos viajam e aqui em Milão, à parte a região de Naviglio, a única coisa que se tem para fazer é ir ao Castelo Sforzesco assistir aos fogos de artifício. Fomos ao Castelo e lá encontramos a prima do Rica, Renata, com dois amigos, Maira e Peri. Mais tarde, encontramo-nos com Macaquinho, Jampa, Marlon, Ale, Gabhy e Susan, mas estava começando a chover e fomos embora para casa.
Foi muito bom receber em apenas um mês dois amigos que há tempos não havia qualquer contato. Espero ainda a visita de muitos amigos e quero também visitar outros amigos pelo mundo.
Outro momento mágico deste período foi a Pizzada que organizamos aqui em casa, quando ao final, vieram 3 policiais para controlar o barulho que, segundo o vizinha louca, era excessivo. Mas eles nem entrarm em casa e foram embora sem maiores problemas.Essa senhora louca tem sua cama encostada na parede que dá diretamente para nossa cozinha e para nossa sala de estar. Assim, qualquer gaveta que abrimos, qualquer conversa que fazemos, mesmo que em baixo tom, a incomoda. Ocorre que já discutimos inúmeras vezes sobre o espaço de cada um, o respeito pelo próximo e o que pode ser feito para amenizar este problema, mas o único argumento da senhora é que somos anormais porque ficamos acordados até 02:00 horas e acordamos cedo. Mudar toda nossa sala e cozinha para o outro lado da casa é impossível; deixar de falar e ir dormir às 21:00 horas, pior ainda. Então falamos baixo e não fazemos tanto rumor quando preparamos o jantar depois das 22:00 horas. Mas não podemos virar prisioneiros dentro de nossa própria casa e deixar de fazer aquilo que qualquer pessoa normal faz, sem excessos. O grande problema de toda essa história tem a ver com uma qualidade brasileira, dita de terceiro mundo, à qual os italianos estão muito longe de conseguirem: tolerância. Realmente já conversei com diversos amigos meus italianos e eles mesmos afirmam que sua cultura é intolerantes demais. Menos mal que os policiais viram que estávamos batendo papo e escutando música em volume baixo, sendo certo que a senhora exagerava. Menos mal ainda que o proprietário do apartamento, Salvatore, também já teve problemas com essa senhora louca e sabe com quem lidamos. Bom, já estamos traçando estratégias para contra-atacar e nossa resposta será ainda mais inesperada e pesada!

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